quarta-feira, 27 de janeiro de 2010



Metade...


Que a força do medo que tenhoNão me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acreditoNão me tape os ouvidos e a boca


Porque metade de mim é o que eu grito...Mas a outra metade é silêncio.


Que as palavras que eu faloNão sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor


Apenas respeitadasComo a única coisa que resta a uma mulher inundado de sentimentos


Porque metade de mim é o que ouço...Mas a outra metade é o que calo.



Osvaldo Montenegro

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